Tudo sobre o eco-score têxtil em França
Inspirado no Nutri-Score dos alimentos, o eco-score têxtil mede o impacto ambiental de uma peça de roupa ao longo de todo o ciclo de vida, da produção das fibras ao fim de vida, para ajudar a fazer escolhas mais informadas.

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O eco-score têxtil é um sistema de rotulagem ambiental que entrou oficialmente em vigor em França a 1 de outubro de 2025. Inspirado no Nutri-Score dos alimentos, este indicador pretende medir o impacto ambiental de uma peça de roupa ao longo de todo o seu ciclo de vida, da produção das fibras até ao fim de vida. O objetivo é ajudar os consumidores a fazer escolhas mais informadas e responsáveis, levando ao mesmo tempo as marcas a reduzir a sua pegada ecológica.

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O que é o eco-score têxtil?
O eco-score, também chamado em França «coût environnemental textile» (custo ambiental têxtil), assenta numa metodologia oficial validada pelo Ministério da Transição Ecológica francês. O método baseia-se na análise do ciclo de vida (ACV) e tem em conta 16 indicadores ambientais diferentes, como o consumo de água, as emissões de gases com efeito de estufa, o uso do solo, a poluição da água, a produção de resíduos ou a libertação de microfibras de plástico.
A pontuação é expressa em pontos ambientais: quanto mais alta, maior o impacto ecológico da peça. A avaliação é normalizada para 100 gramas de produto, para permitir uma comparação justa entre artigos com pesos e funções diferentes (por exemplo, uma camisola de lã grossa e uma t-shirt leve).
Como é calculado o eco-score têxtil?
O cálculo combina:
- A fase de fabrico, que inclui a obtenção das matérias-primas, o tingimento, a confeção e a distribuição.
- A utilização e a durabilidade do produto.
- O fim de vida, tendo em conta a reciclagem ou a eliminação.
Uma base de dados desenvolvida pela ADEME (a agência francesa para a transição ecológica) serve de referência, completada por ajustes que integram o impacto dos microplásticos e os efeitos negativos da fast fashion. Esta indústria, aliás, está sob vigilância apertada, com propostas legislativas que pretendem penalizar financeiramente as roupas de forte impacto através deste sistema de rotulagem.
Uma entrada em vigor progressiva
Desde 1 de outubro de 2025, a indicação do eco-score na roupa é voluntária, mas fortemente incentivada. As marcas que queiram mostrar a sua pontuação podem fazê-lo nas etiquetas em loja, através de um código QR ou nos seus sites. Esta transparência torna-se um fator de diferenciação e uma forma de ganhar a confiança dos consumidores atentos à moda sustentável.
A partir de outubro de 2026, terceiros (como ONG, distribuidores ou mesmo concorrentes) poderão calcular e publicar o eco-score dos produtos das marcas que não o tenham feito, com base em pressupostos por defeito. Ou seja, as empresas que demorarem a aderir expõem-se a um risco reputacional.
Porque é que o eco-score têxtil é importante?
Este sistema de rotulagem vai mudar a forma como os consumidores olham para a moda e para as suas compras, pondo em evidência critérios ambientais até aqui pouco visíveis. Também incentiva as marcas a adotar práticas mais sustentáveis, da escolha dos materiais à conceção do produto, passando pela gestão dos resíduos e pela longevidade das peças. Além disso, o eco-score têxtil insere-se num movimento mais amplo impulsionado pela lei AGEC (Anti-Gaspillage pour une Économie Circulaire, contra o desperdício e por uma economia circular) e pela lei Climat et Résilience de 2021, que visam reduzir o impacto ambiental global do setor têxtil em França.
O eco-score têxtil é, portanto, um avanço importante para a moda sustentável em França, um convite a consumir melhor e um sinal forte para a indústria rumo a uma produção mais respeitadora do planeta.
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