A marca de equipamento desportivo circular que muda as regras do jogo
«Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.» A NOLT, marca de equipamento desportivo circular, é a contração de «Nothing is lost»: a essência da marca.

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«Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.» Célebre frase de Antoine Lavoisier. NOLT, marca de equipamento desportivo circular, é a contração de «Nothing is lost»: a essência de uma marca que junta dois temas fundadores, a reciclagem e a valorização, por um lado, e o desporto e a vontade de vencer, por outro. A 1 de junho de 2020, a empresa de Nice PHENIX SPORT SAS é lançada por dois amigos, Olivier Guigonis e Paul-Emmanuel Guinard, com um único objetivo: criar a primeira marca de equipamento desportivo 100% circular.

MAS O QUE SIGNIFICA REALMENTE "CIRCULAR"?
Com uma conceção autêntica e transparente, a NOLT é uma marca de desporto eco-responsável e circular.
Presentes em grande quantidade no Mediterrâneo, os resíduos plásticos pós-consumo e os resíduos plásticos marinhos (sobretudo garrafas de plástico) são recolhidos em colaboração com associações de pescadores, para reciclar a matéria.
Estes flocos de polímero recuperados são depois lavados e triturados em Espanha com a SEAQUAL e, em seguida, aquecidos até fundirem e serem extrudidos em fio.
Na nossa oficina em Portugal, este fio é texturizado e tecido até se transformar num tecido virgem, que dá finalmente vida aos equipamentos desportivos que propomos (camisolas desportivas, calções, meias, fatos de treino…).
Na criação do design da camisola, assinado pelo excelente Clément Thiery (@saintetixx), que propõe uma oferta gráfica à medida excecional, o processo de impressão utilizado é a sublimação, muito mais ecológica do que o tingimento, que consome muito mais energia. A alta temperatura, entre 180 e 210°, e com uma forte pressão, a tinta à base de água impregna-se diretamente na camisola e solidifica no interior do tecido, pigmentando-o.
Depois de prontos, estes produtos são vendidos diretamente aos clubes ou através da distribuição especializada.
Os clubes usam estes equipamentos durante alguns anos, até terem de os substituir por desgaste, por uma alteração do emblema ou por uma mudança de patrocinador. É aqui que entra em jogo o projeto R-SHAPE, que transforma o têxtil em sinalizadores, com o apoio da Refashion, a entidade gestora do setor têxtil em França. No fim de vida, o poliéster usado é recolhido pela Provence TLC, que o separa por níveis de desgaste e por cores. Este têxtil triado é depois enviado para a MAPEA em Rhône-Alpes, que volta a fazer dele matéria plástica, triturando-o e misturando-o com plástico reciclado, até se tornar em sinalizadores que serão vendidos a esses mesmos clubes ou a entidades públicas (escolas primárias e básicas). Estes sinalizadores poderão, por sua vez, ser reciclados até dez vezes (estudo em curso).
Cada peça de vestuário colocada no mercado é, assim, reciclável.
1 camisola = 10 sinalizadores
10 garrafas = 1 camisola
Este ciclo fechado só é possível porque identificamos os clubes e trabalhamos diretamente com eles. Esta circularidade e esta rastreabilidade são a pedra angular da NOLT.
Com esta oferta única, a NOLT cumpriu o seu objetivo, posicionando-se como a marca de equipamento desportivo mais eco-responsável e circular do mercado em apenas dois anos de existência.
E, EM CONCRETO, O QUE REPRESENTAM ESTES DOIS ANOS DE EXISTÊNCIA?
Hoje, a NOLT são mais de 2 500 camisolas e 1 500 calções fabricados em poliéster reciclado, mais de 750 camisolas exclusivamente em poliéster reciclado SEAQUAL (cerca de 15% de resíduos marinhos e 85% de resíduos plásticos pós-consumo) e centenas de fatos de treino, corta-ventos, meias…
No total, são 55 000 garrafas de plástico recicladas para criar equipamentos desportivos com mais de 8 000 m2 de tecido reciclado, o equivalente ao relvado do Stade de France.
Com os clubes, a NOLT desenvolveu vários projetos para continuar nesta linha de mudar as regras do jogo.
Foi assim que o TFC nos permitiu recuperar os seus antigos equipamentos (camisolas, calções, fatos de treino, meias) aquando da mudança de patrocinador, para os transformar em sinalizadores que serão distribuídos pelos seus clubes parceiros à volta de Toulouse.
Fizemos uma operação semelhante com o RCT: quando o clube mudou de patrocinador, também recuperámos as suas camisolas para as transformar em sinalizadores.
Conseguimos ainda reciclar em sinalizadores as golas das 24h du Mans.
Todas estas ações permitem-nos antecipar a lei REP (Responsabilidade Alargada do Produtor), ligada à lei de combate ao desperdício e pela economia circular (AGEC), que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2023. A Responsabilidade Alargada do Produtor assenta no princípio do «poluidor-pagador»: as empresas, ou seja, os responsáveis pela colocação de determinados produtos no mercado francês, respondem por todo o ciclo de vida desses produtos, desde a conceção até ao fim de vida.
A lei AGEC transforma profundamente a organização dos sistemas REP. Hoje, o objetivo do mecanismo REP já não é apenas tratar os resíduos gerados, mas também preveni-los. O artigo L. 541-10 do Código do Ambiente foi alterado e obriga agora os sistemas REP a intervir em todo o ciclo de vida dos produtos, nomeadamente promovendo a ecoconceção e o prolongamento da vida útil desses produtos, bem como apoiando a reparação e a reutilização.
Com, até hoje, 45 clubes equipados, 2 clubes envolvidos em ações de RSE e 10 parceiros que confiam em nós, são os nossos clientes que nos permitem agitar as águas e mudar as regras do jogo, tornando-se verdadeiros protagonistas da partida.
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